<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311</id><updated>2011-11-29T11:54:42.852-08:00</updated><title type='text'>Sem Ana, Blues</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-451414878241179940</id><published>2009-04-03T17:40:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T17:42:18.420-07:00</updated><title type='text'>Continuação</title><content type='html'>Como o conto 'A condessa de sangue' acabou ficando grande demais em uma semana, resolvi criar um blog para ele, que pelo jeito, não terá fim tão cedo, então, caso alguém se interesse em ler a continuação http://condessadesangue.blogspot.com/.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-451414878241179940?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/451414878241179940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=451414878241179940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/451414878241179940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/451414878241179940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2009/04/continuacao.html' title='Continuação'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-5064784649245332313</id><published>2009-03-30T10:24:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T12:56:38.866-07:00</updated><title type='text'>A condessa de Sangue</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Parte I &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Imersa em sua banheira ela mantinha a mesma feição a tempos. O sorriso de canto revelando prazer e as unhas levemente afiadas arranhando a louça da banheira demonstravam uma estranha excitação. Erzsébet não possuía feições magníficas, mas a sua boca rosada de lábios grossos aparentemente macios e doces formava um belo conjunto com seus olhos arredondados, emoldurados por belos cílios e sobrancelhas arqueadas demasiadamente expressivas. O escarlate do sangue derramado de inúmeras jovens naquela banheira servia como uma perfeita moldura para seu corpo grosseiramente sedutor. Eu observava seu pálido corpo nu sem pudor, imaginava quantos homens e mulheres teriam se perdido naquele colo, quanta poesia suja já teriam feito para ela, quantos quadros teriam tentato expressar inutilmente o brilho daqueles olhos.&lt;br /&gt;Eu ainda era uma criança quando a vi chegar aqui. Uma jovem condessa, talvez tivesse pouco mais que minha idade, recém casada com o conde Nadasdy. Aos treze anos, eu já me preparava para casar com algum camponês e me tornar serva da terra e de meu marido, foi quando criados de Nadasdy chegaram a minha casa pedindo aos meus pais que me deixassem ir com eles para trabalhar no castelo dos Nadasdy, comeria e beberia como qualquer membro da corte e minha família ganharia uma boa recompença por isso, em troca, eu faria companhia a 'pobre condessa' que ficava longos períodos sozinha, solidão essa fruto do trabalho do conde, um militar que tão pouco se importava com a jovem esposa, preferindo assim ficar longe de seu castelo. Histórias a respeito de sua conduta suspeita assustavam algumas camponesas, também convidadas a integrar os servos de Nadasdy, mas eu não me importava. Deixaria a condição de serva da terra e serviria aquele ser excêntrico que tanto me fascinava, Erzsébet Báthory.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-5064784649245332313?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/5064784649245332313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=5064784649245332313' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/5064784649245332313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/5064784649245332313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2009/03/condessa-de-sangue.html' title='A condessa de Sangue'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-72604823113649501</id><published>2009-03-22T16:44:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T16:48:58.864-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Rodoviária de cidade do interior, o lugar perfeito para encontrar figuras excêntricas. Entre um velho usando um chapéu de couro preto coçando seus órgãos genitais incansavelmente enquanto fumava um cigarro barato e uma senhora que limpava o nariz de seu filho com o próprio vestido, estava uma garota usando um jeans rasgado, um all star um tanto velho e uma camiseta branca que deixava transparecer a roupa íntima preta. Ela não sentia asco de seus companheiros de banco, talvez nem tivesse reparado a presença deles, embora o olhar insistente do velho em direção ao seu colo fosse algo nitidamente notável. Estava absorta em seus pensamentos, não sabia se realmente deveria estar ali, talvez devesse deixar que R. fosse embora sem saber o que ela realmente sentia. Sempre negará envolvimentos emocionais, mas saber que ele iria embora lhe garantia uma certa confiança em demonstrar seus sentimentos. Nunca deixará alguém chegar tão perto dela, nunca deixará alguém saber quem era ela, mas com R. foi diferente. Desde o primeiro instante, quando foram apresentados naquela festa, a música parou e as pessoas ao redor sumiram. Sentia-se estúpida e sabia que demonstrar seus sentimentos seria o ato mais estúpido de sua vida. Levantou-se disposta a ir embora, assim, nunca mais veria R., ele nunca saberia de sua fraqueza e logo ela esqueceria toda essa loucura.&lt;br /&gt;    &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;E sentado na varanda se encontrava R., com um copo de vinho n'uma mão, cigarro n'outra e os olhos distantes. Ficou nessa imagem congelada logo após a saída de N. da festa. Ficou ensaiando por horas como comentaria sobre a saga do seu repentino e inesperado amor por ela. Ficou horas até que desistiu de decorar, por medo de não soar natural, resolveu que falaria tudo no improviso. Tentou por adivinhar o que ela estaria usando, mas de tudo vinha a sua cabeça, até um longo vestido numa carruagem de abóbora sem um all star de cristal. Pegou a mochila e partiu em direção a rodoviária, ainda decidindo o que seria feito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;    N. se arrependeu logo que virou a primeira quadra da rodoviária, ficará ali por mais de horas e agora, faltando poucos minutos para o horário do ônibus que levaria R. para longe dela, desistiria? Voltou para a rodoviária o mais rápido que pode, seus olhos percorriam todos os centímetros daquela rodoviária a procura de R., mas ela não o via. Pensou que talvez ele tivesse desistido, que pensará melhor e teria decidido ficar com ela, que enfim, ele sabia a resposta para a pergunta que ambos se faziam a todo instante 'E agora, o que você vai fazer?'. Precisava saber a resposta, então, foi ao lugar em que imaginava que encontraria R., o lugar onde haviam se conhecido.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;    R. parou por minutos, logo após ter verificado a estação inteira e não achar N., com o olhar ao nada. Jogado ao banco gélido, pensou o quão tolo foi em pensar que desta vez seria diferente. Mais uma vez se pôs a pensar no olhar profundo de N., aqueles olhos que tanto fitou incansavelmente. Reparou até nas pintas que continha eles. Levantou-se e andou em direção a lixeira, tinha decidido jogar ao esquecimento o poema que tinha feito a ela. Mas ao colocar a mão no bolso, sentiu absolutamente nada. Inconformado, parou e olhou com atenção, mas nada encontrou. Até virou ao avesso, mas de nada saiu a não ser o seu ônibus que acabara de dobrar a esquina. Resolveu voltar à casa do amigo, para esperar o próximo ônibus, achar o poema e fazer dele apenas mais um fato que se foi. Fez de verdade pra si que essa era a sua catarse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;    'Fortaleza'*, N. não entendera no princípio o que aquele poema queria dizer, ao ler seu nome do verso um tanto amassado e manchado por algumas gotas de vinho e cinzas de cigarro sentiu uma lágrima percorrer seu rosto. Ele sentia o mesmo, ele também não sabia o que fazer, ele também queria trancar os portões. Gritava o mais alto que podia por R., mas ninguém respondia. Sentou-se no chão, sentia seu orgulho indo embora a cada lágrima e se odiava a cada instante por, talvez, ter chegado tarde demais.&lt;br /&gt;    &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;"Vai acabar caindo, moço" disse uma senhora a R., ao olhar virá o cadarço, sujo e desfiado, arrastando no chão. Sentou num banco de praça e amarrou com desdém, pois não queria sujar a mão. Levantou e pôs-se a caminhar em direção do terminal. Tinha decidido que não encontraria N. novamente, não que ela não valesse o esforço e sim por que não queria perder da memória o encanto daquele inusitado fim de semana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;    "O mistério não solucionado continua belo e imprevisível. Mas o mistério desmascarado passa a ser apenas mais um fato" repetia isso pra si mesmo. Comprou o bilhete que em seguida foi rabiscado pelo cobrador. Agora estava R., sentado na poltrona numero 28, reclinado em cima de uma senhora que comia salgadinho. Não hesitou nem por um segundo, estava confiante da sua decisão e agora o ônibus começava a pegar velocidade na rodovia, nem havia como voltar atrás! Sentiu-se orgulhoso de si mesmo, pois não olhará pra trás. Apenas reclinou o banco em cima da senhora que comia salgadinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;    "O mistério não solucionado continua belo e imprevisível. Mas o mistério desmascarado passa a ser apenas mais um fato" foi repetindo isso até chegar à sua cidade, mas ao pisar na rua úmida lembrou-se de outra frase que te atormentou até os dias de hoje... "Vai acabar caindo, moço".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;*Poema escrito por Marcel Nilo, o personagem de conto,  que também é autor do que está em branco.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-72604823113649501?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/72604823113649501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=72604823113649501' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/72604823113649501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/72604823113649501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2009/03/rodoviaria-de-cidade-do-interior-o.html' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-2016961173276022245</id><published>2009-03-17T19:17:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T19:22:19.183-07:00</updated><title type='text'>Virou purpurina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.editorialnews.com.br/blogFerrariJr/arquivo/2008/01_2008/20a23_01_2008_arquivos/image010.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 443px; height: 312px;" src="http://www.editorialnews.com.br/blogFerrariJr/arquivo/2008/01_2008/20a23_01_2008_arquivos/image010.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clodovil Hernandes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;17 de junho de 1937&lt;br /&gt;17 de março de 2009&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-2016961173276022245?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/2016961173276022245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=2016961173276022245' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/2016961173276022245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/2016961173276022245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2009/03/virou-purpurina.html' title='Virou purpurina'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-5852187305273197483</id><published>2009-02-25T08:53:00.001-08:00</published><updated>2009-02-25T09:08:44.386-08:00</updated><title type='text'>Quarta-feira de cinzas cinza</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SaV3vabNsgI/AAAAAAAAAN4/STkU6UKAiBA/s1600-h/caio_fernando_abreu_gr.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 196px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SaV3vabNsgI/AAAAAAAAAN4/STkU6UKAiBA/s400/caio_fernando_abreu_gr.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306779392357020162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Santiago amanheceu sem sol, sem calor, cinza. Não por ser quarta-feira de cinzas, mas pelos 13 anos de saudade de seu mais célebre filho. &lt;span name="caption" id="caption"&gt;Assim como o Caio&lt;span style="font-style: italic;"&gt; 'sempre me pergunto por que, raios, a gente tem que partir'. &lt;/span&gt;Partistes cedo demais, antes mesmo de eu poder te conhecer, Caio, mas és a cinza mais reluzente em minha vida, és a mão que tira a fuligem dos meus  olhos, és meu mestre, és minha margarida.  Nunca acreditei em sorte, azar ou números específicos pra cada uma dessas coisas, mas hoje, 13 é meu número de azar. E que hoje tenhas um anjo bem desmunhecado sob teu túmulo, que ele esteja dançando ao som de qualquer blues ou MPB ou qualquer coisa, mas que ele esteja dançando, para ti e somente para ti, meu Caio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"A chuva fria varava nossas roupas, mas não chegava até a pele: nossa pele quente recobria nossos corpos vivos e passeávamos entre túmulos e eu dizia que no meu túmulo queria um anjo desmunhecado e não dizias nada e eu cantava e de repente olhaste uma flor sobre uma sepultura e disseste que gostavas tanto de amarelo e eu disse que amarelo era tão vida e sorriste compreendendo e eu sorri conseguindo e vimos uma margarida e nem sequer era primavera e disseste que margarida era amarelo e branco e eu disse que branco era paz e disseste que amarelo era desespero e dissemos quase juntos que margarida era então desespero cercado de paz por todos os lados.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Caio Fernando Abreu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santiago, 12 de setembro de 1948&lt;br /&gt;Porto Alegre, 25 de fevereiro de 1996&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-5852187305273197483?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/5852187305273197483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=5852187305273197483' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/5852187305273197483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/5852187305273197483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2009/02/quarta-feira-de-cinzas-cinza.html' title='Quarta-feira de cinzas cinza'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SaV3vabNsgI/AAAAAAAAAN4/STkU6UKAiBA/s72-c/caio_fernando_abreu_gr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-2448059873527891397</id><published>2009-02-20T14:00:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T14:05:47.941-08:00</updated><title type='text'>Garotinha da Mamãe</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aluna exemplar de um colégio de freiras, suspira inocência e fede a mamadeira, mas quando ela perde a vergonha não é brincadeira, é rock'n'roll.&lt;/span&gt; Estava à noite, sentada&lt;span style="font-style: italic;"&gt; no bar da esquina, tomando um trago&lt;/span&gt;, quando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o embriagado&lt;/span&gt; chegou.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Me deixa ser teu rock'n'roll?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Se você chegar mais perto, pode ser que eu queira mais de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Você não sabe o quanto eu quero desvendar o teu mistério. Se você for atrevida, eu sou o duro que vai te amolecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Eu não sei se vou te compreender, nem sei se vou querer mais te abraçar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Talvez se algum dia eu quiser, voltar a ter o teu corpo junto ao meu, eu telefono só pra te dizer, que reservei um quarto num motel. Quanto custa um pouco de amor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Amenizar a minha dor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela disse que não queria se casar, que não nasceu pra tomar conta do lar, não queria ficar à beira de um fogão, nem passar roupas ou lavar o chão. Ela só queria um cara pra sair, queria viver sua vida sem ter que pedir, gozar a noite e se divertir. Ela não queria, nem pensava em namorar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Foi fácil o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desajustado&lt;/span&gt; conseguir o que queria. Já era tarde pra se arrepender, se tivesse olhado mais uma vez para trás, teria se arrependido no momento que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fugiu pela janela do banheiro.&lt;/span&gt; A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;garotinha da mamãe cansou de ser mocinha, queria uma vida agitada, queria um pouco de emoção.&lt;/span&gt; Ninguém lhe&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ouviria gritar&lt;/span&gt; agora. Acabou bebendo a noite inteira, já era de manhã e não queria parar. De garotinha, não tinha mais nada. Já ia indo embora quando ouviu:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Você pode até se apaixonar, mas não te esquece que quando o dia cai, baby, eu sou o seu cafajeste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou pra trás e sorriu. O tipo que odeia amar.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Enojada com poesias de amor, apaixonada pelo seu vibrador, o último idiota que se apaixonou, com todo seu sadismo&lt;/span&gt;, ela humilhou.&lt;br /&gt;-Onde está a grana?&lt;br /&gt;-Em cima do sofá.&lt;br /&gt;Afastou-se, da sala pode ouvir&lt;span style="font-style: italic;"&gt; o seu cafajeste&lt;/span&gt; gritando:&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu não vale um copo d'água!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela não era mais uma criança. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não volta mais pra casa. Encontrou outro rumo. Um anjo enfurecido e o demônio diz amém!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:85%;" &gt;Em itálico, partes de músicas da banda Faichecleres.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-2448059873527891397?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/2448059873527891397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=2448059873527891397' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/2448059873527891397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/2448059873527891397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2009/02/garotinha-da-mamae.html' title='Garotinha da Mamãe'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-5944947938607607745</id><published>2009-02-06T13:13:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T13:59:55.329-08:00</updated><title type='text'>Na sombra de um cigarro</title><content type='html'>Quem anda só à noite, procura companhia ou procura encontrar a si mesmo, pelo menos era isso que eu pensava. Eu estava procurando a segunda opção, mas um cigarro e seu dono acabaram me fazendo companhia. Enquanto eu procurava um lugar onde pudesse passar a noite em silêncio e encontrar a mim mesma, aquele cheiro inebriante de perfume barato e cigarro se aproximou de mim, acompanhando meus passos. Talvez ele também estivesse procurando o silêncio ensurdecedor, ou apenas estava procurando companhia, não importa, foi ele quem começou a conversa, rompendo o silêncio que eu procurava.&lt;br /&gt;-Boa noite, criança.&lt;br /&gt;-Boa noite, desconhecido!&lt;br /&gt;-Não tens medo de andar sozinha à noite?&lt;br /&gt;-Deveria? Temerias o que?&lt;br /&gt;-Desconhecidos como eu.&lt;br /&gt;-Sou tão desconhecida para mim mesma quanto o senhor és para mim, no entando, não temo a mim mesma.&lt;br /&gt;-E de demônios noturnos?&lt;br /&gt;-Os demônios aqui dentro são bem maiores do que os de fora.&lt;br /&gt;Sorri quando toquei meu peito. O desconhecido riu do que eu disse e em seguida deu uma breve tragada, soltando a fumaça em seguida. Senti as cinzas tocarem minha face e a queimarem de forma branda.&lt;br /&gt;-Então criança, procurando algo!?&lt;br /&gt;-De certa forma sim, mas nada que eu encontre aqui, e tu?&lt;br /&gt;-Eu procurava um lugar em que eu pudesse ficar sozinho, mas tua presença acabou estragando meus planos.&lt;br /&gt;-Desculpa. Quer que eu vá?&lt;br /&gt;-Meu cigarro já está acabando, assim que ele terminar, eu mesmo irei.&lt;br /&gt;-Talvez tua partida estrague meus planos.&lt;br /&gt;-Pouco me importa, não sabes o que realmente queres, eu sei o que procuro e quero encontrar.&lt;br /&gt;-E se eu disser que o que procuro encontrei ao te ver, ficarias?&lt;br /&gt;-Talvez...&lt;br /&gt;-O que farias?&lt;br /&gt;-Como?&lt;br /&gt;-O que faria se eu dissesse que és o que procuro?&lt;br /&gt;-Beijaria tua face e diria que não se pode esperar algo exterior para completar o interior.&lt;br /&gt;-"Continuo esperando certa nitidez vinda de fora", palavras de meu escritor favorito. Talvez sejas tu a nitidez que preciso.&lt;br /&gt;-Criança, eu turvaria tua visão até que estivesse por aí se arrastando como um imundo inseto, procurando a luz que nunca encontraria, pois eu estaria cobrindo seus olhos com minhas mãos.&lt;br /&gt;-E se eu dissesse que prefiro o escuro?&lt;br /&gt;-Eu te abraçaria e ficariamos rindo dos demônios noturnos que para nós parecem tão pequenos, ficariamos imóveis com medo de esbarrar em algo ao nosso redor, seriamos um a sombra do outro, pois meu cigarro produziria a luz necessária para gerar sombras.&lt;br /&gt;-Te peço para ficar, ficas?&lt;br /&gt;-O cigarro já está no fim.&lt;br /&gt;-Eu preciso do escuro.&lt;br /&gt;-E eu, de um cigarro.&lt;br /&gt;Demos alguns passos, eu olhava para as pedras no chão esperando que elas me mostrassem algum caminho, ele olhava para frente como se soubesse exatamente onde ia e conhecesse perfeitamente o chão que pisava. Um blefe, ele estava tão perdido quanto eu. Deixei uma lágrima nascer, quando ela tocou o chão, ouvi ele falar algo para o que sobrará do cigarro, uma parte tão pequena que mal conseguia segurar, então ele jogou o resto do meu tempo a nossa frente, e logo pisou em cima, apagando p&lt;span style="font-size:100%;"&gt;or completo o cigarro. Eu já estava preparada para seguir caminhando sozinha quando percebi que seus passos continuavam acompanhando os meus.&lt;br /&gt;-Então, o cigarro acabou, nada mais prende-te aqui, não vais?&lt;br /&gt;-As cinzas continuam queimando..&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:85%;" &gt;Ao Marcel, que sem querer, transformei em um personagem!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-5944947938607607745?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/5944947938607607745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=5944947938607607745' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/5944947938607607745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/5944947938607607745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2009/02/na-sombra-de-um-cigarro.html' title='Na sombra de um cigarro'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-7955968571859196171</id><published>2009-01-27T13:05:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T13:35:33.050-08:00</updated><title type='text'>Para uma avenca partindo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SX97tOSVV0I/AAAAAAAAANw/k2ryJUhUl6A/s1600-h/XDDDDDDDDDDDDD.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SX97tOSVV0I/AAAAAAAAANw/k2ryJUhUl6A/s400/XDDDDDDDDDDDDD.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296087703670314818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Ao meu amor, porque não importa qual de nós está partindo e qual fica, não importa qual de nós é a avenca, o que importa é que ambos esperamos um pelo outro. Deixo assim que o Caio F. Abreu fale por nós, quanto ao resto, nos amamos, isso é o que importa, sendo assim, sempre haverá um novo reencontro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;"Olha, antes do ônibus partir eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende? Olha, falta muito pouco tempo, e se eu não te disser agora talvez não diga nunca mais, porque tanto eu como você sentiremos uma falta enorme dessas coisas, e se elas não chegarem a ser ditas nem eu nem você nos sentiremos satisfeitos com tudo que existimos, porque elas não foram existidas completamente, entende, porque as vivemos apenas naquela dimensão em que é permitido viver, não, não é isso que eu quero dizer, não existe uma dimensão permitida e uma outra proibida, indevassável, não me entenda mal, mas é que a gente tem tanto medo de penetrar naquilo que não sabe se terá coragem de viver, no mais fundo, eu quero dizer, é isso mesmo, você está acompanhando meu raciocínio? Falava do mais fundo, desse que existe em você, em mim, em todos esses outros com suas malas, suas bolsas, suas maçãs, não, não sei porque todo mundo compra maçãs antes de viajar, nunca tinha pensado nisso, por favor, não me interrompa, realmente não sei, existem coisas que a gente ainda não pensou, que a gente talvez nunca pense, eu, por exemplo, nunca pensei que houvesse alguma coisa a dizer além de tudo o que já foi dito, ou melhor pensei sim, não, pensar propriamente dito não, mas eu sabia, é verdade que eu sabia, que havia uma outra coisa atrás e além das nossas mãos dadas, dos nossos corpos nus, eu dentro de você, e mesmo atrás dos silêncios, aqueles silêncios saciados, quando a gente descobria alguma coisa pequena para observar, um fio de luz coado pela janela, um latido de cão no meio da noite, você sabe que eu não falaria dessas coisas se não tivesse a certeza de que você sentia o mesmo que eu a respeito dos fios de luz, dos latidos de cães, é, eu não falaria, uma vez eu disse que a nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viveras superfícies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo, você riu porque eu dizia que não era cantando desvairadamente até ficar rouca que você ia conseguir saber alguma coisa a respeito de si própria, mas sabe, você tinha razão em rir daquele jeito porque eu também não tinha me dado conta de que enquanto ia dizendo aquelas coisas eu também cantava desvairadamente até ficar rouco, o que eu quero dizer é que nós dois cantamos desvairadamente até agora sem nos darmos contas, é por isso que estou tão rouco assim, não, não é dessa coisa de garganta que falo, é de uma outra de dentro, entende? Por favor, não ria dessa maneira nem fique consultando o relógio o tempo todo, não é preciso, deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192); font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você&lt;/span&gt; esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço, claro, claro que eu compro uma revista pra você, eu sei, é bom ler durante a viagem, embora eu prefira ficar olhando pela janela e pensando coisas, estas mesmas coisas que estou tentando dizer a você sem conseguir, por favor, me ajuda, senão vai ser muito tarde, daqui a pouco não vai mais ser possível, e se eu não disser tudo não poderei nem dizer e nem fazer mais nada, é preciso que a gente tente de todas as maneiras, é o que estou fazendo, sim, esta é minha última tentativa, olha, é bom você pegar sua passagem, porque você sempre perde tudo nessa sua bolsa, não sei como é que você consegue, é bom você ficar com ela na mão para evitar qualqueratraso, sim, é bom evitar os atrasos, mas agora escuta: eu queria te dizer uma porção de coisas, de uma porção de noites, ou tardes, ou manhãs, não importa a cor, é, a cor, o tempo é só uma questão de cor não é? Por isso não importa, eu queria era te dizer dessas vezes em que eu te deixava e depois saía sozinho, pensando também nas coisas que eu não ia te dizer, porque existem coisas terríveis, eu me perguntava se você era capaz de ouvir, sim, era preciso estar disponível para ouvi-las, disponível em relação a quê? Não sei, não me interrompa agora que estou quase conseguindo, disponível só, não é uma palavra bonita? Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender, melhor, claro que eu dou um cigarro pra você, não, ainda não, faltam uns cinco minutos, eu sei que não devia fumar tanto, é eu sei que os meus dentes estão ficando escuros, e essa tosse intolerável, você acha mesmo a minha tosse intolerável? Eu estava dizendo, o que é mesmo que eu estava dizendo? Ah: sabe, entre duas pessoas essas coisas sempre devem ser ditas, o fato de você achar minha tosse intolerável, por exemplo, eu poderia me aprofundar nisso e concluir que você não gosta de mim o suficiente, porque se você gostasse, gostaria também da minha tosse, dos meus dentes escuros, mas não aprofundando não concluo nada, fico só querendo te dizer de como eu te esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu olhava o relógio e andava de lá pra cá sem pensar definidamente e nada, mas não, não é isso, eu ainda queria chegar mais perto daquilo que está lá no centro e que um diadestes eu descobri existindo, porque eu nem supunha que existisse, acho que foi o fato de você partir que me fez descobrir tantas coisas, espera um pouco, eu vou te dizer de todas as coisas, é por isso que estou falando, fecha a revista, por favor, olha, se você não prestar muita atenção você não vai conseguir entender nada, sei, sei, eu também gosto muito do Peter Fonda, mas isso agora não tem nenhuma importância, é fundamental que você escute todas as palavras, todas, e não fique tentando descobrir sentidos ocultos por trás do que estou dizendo, sim, eu reconheço que muitas vezes falei por metáforas, e que é chatíssimo falar por metáforas, pelo menos para quem ouve, e depois, você sabe, eu sempre tive essa preocupação idiota de dizer apenas coisas que não ferissem, está bem, eu espero aqui do lado da janela, é melhor mesmo você subir, continuamos conversando enquanto o ônibus não sai, espera, as maçãs ficam comigo, é muito importante, vou dizer tudo numa só frase, você vai ......... ............ ............. ............ .......... ........... ............. ............ ............ ............ ......... ........... ............ ............ sim, eu sei, eu vou escrever, não eu não vou escrever, mas é bom você botar um casaco, está esfriando tanto, depois, na estrada, olha, antes do ônibus partir eu quero te dizer uma porção de coisas, será que vai dar tempo? Escuta, não fecha a janela, está tudo definido aqui dentro, é só uma coisa, espera um pouco mais, depois você arruma as malas e as botas, fica tranqüila, esse velho não vai incomodar você, olha, eu ainda não disse tudo, e a culpa é única e exclusivamente sua, por que você fica sempre me interrompendo e me fazendo suspeitar que você não passa mesmo duma simples avenca? Eu preciso de muito silêncio e de muita concentração para dizer todas as coisas que eu tinha pra te dizer, olha, antes de você ir embora eu quero te dizer quê. "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio Fernando Abreu&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-7955968571859196171?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/7955968571859196171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=7955968571859196171' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/7955968571859196171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/7955968571859196171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2009/01/para-uma-avenca-partindo.html' title='Para uma avenca partindo'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SX97tOSVV0I/AAAAAAAAANw/k2ryJUhUl6A/s72-c/XDDDDDDDDDDDDD.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-3198671605231007839</id><published>2009-01-20T07:22:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T07:40:05.421-08:00</updated><title type='text'>Reforma ortográfica, agora é sério!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;   Post copiado do Guego que copiou de alguém que ele não sabe quem é! Mas claro, Ctrl+c e Ctrl+v é um trabalho muito árduo, portanto, a falta de criativade minha e do Guego são perdoáveis, não? Enfim, o texto vale a pena e demonstra toda a minha revolta com a porra dessa reforma ortográfica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Eis aqui um programa para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica.Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo.Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;PRIMEIRO ANO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span &gt;No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S“ e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S“ suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU“ em que o "U" não é pronunçiado&lt;/span&gt; çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente.Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;SEGUNDO ANO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados.O "CH" çera çimplifikado para "X“ e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil..Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe.Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G“ em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;TERCEIRO ANO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar..Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;QUARTO ANO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu.Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de falar xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo.Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar como D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;QUINTO ANO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;No kinto ano akaba a ipokrizia deçe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ?os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumentitodu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us advogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti.Olia ço ki maravilia!"&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  Caso alguém saiba quem é o autor, dê os devidos parabéns pra ele! Então, alguém mais reparou em uma semelhança com o último parágrafo e a minha risada virtual?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-3198671605231007839?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/3198671605231007839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=3198671605231007839' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3198671605231007839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3198671605231007839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2009/01/reforma-ortogrfica-agora-srio.html' title='Reforma ortográfica, agora é sério!'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-8205060873362483785</id><published>2009-01-10T13:55:00.000-08:00</published><updated>2009-01-10T14:05:10.823-08:00</updated><title type='text'>Pra começar bem o ano --'</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SWkbTqZ8X3I/AAAAAAAAANg/TAj--0vfpNw/s1600-h/0836677[11].gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289789261937926002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 313px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SWkbTqZ8X3I/AAAAAAAAANg/TAj--0vfpNw/s400/0836677%5B11%5D.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Reforma ortográfica é minha piça!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-8205060873362483785?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/8205060873362483785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=8205060873362483785' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/8205060873362483785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/8205060873362483785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2009/01/pra-comear-bem-o-ano.html' title='Pra começar bem o ano --&apos;'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SWkbTqZ8X3I/AAAAAAAAANg/TAj--0vfpNw/s72-c/0836677%5B11%5D.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-9169112007781412172</id><published>2008-12-14T12:45:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T13:01:36.237-08:00</updated><title type='text'>Isso é o que sobra do seu Marlboro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUVzwJO_CuI/AAAAAAAAAMI/BjBA7upQMXA/s1600-h/asfsdf.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 331px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUVzwJO_CuI/AAAAAAAAAMI/BjBA7upQMXA/s400/asfsdf.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279753409111460578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;'Educai as crianças para que não seja preciso punir os homens'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-9169112007781412172?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/9169112007781412172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=9169112007781412172' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/9169112007781412172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/9169112007781412172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2008/12/isso-o-que-sobra-do-seu-marlboro.html' title='Isso é o que sobra do seu Marlboro'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUVzwJO_CuI/AAAAAAAAAMI/BjBA7upQMXA/s72-c/asfsdf.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-3560679801875468676</id><published>2008-09-28T11:02:00.000-07:00</published><updated>2008-09-28T11:55:21.883-07:00</updated><title type='text'>Vinho de rosas</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Suicídios faziam parte da rotina da jovem médica daquele hospital. Não era uma rotina normal e invejável, mas sentia-se satisfeita em salvar vidas emocionalmente destruídas, embora sua vida pessoal fosse um grande fracasso do qual não conseguia se salvar, fazendo-a se sentir impotente diante de seus pacientes. Nem mesmo as doses duplas de seus remédios, acompanhados de qualquer bebida barata traziam-lhe qualquer coisa parecida com "conforto", então preferia perder totalmente a lucidez.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Dirigia&lt;/span&gt;-se ao quarto 113 onde mais uma paciente prometia acabar com sua própria vida. Abrindo a porta, deparou-se com uma adolescente sentada em um dos cantos do quarto, sob seu colo, uma arma calibre 38. Percebera que mais uma vez a segurança do hospital foi falha e irritou-se com o fato de sempre ter que consertar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; o erro dos outros. Sua primeira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ação&lt;/span&gt; deveria ser retirar a arma daquelas pequenas mãos. Sentou-se ao lado da adolescente, que continuou olhando a parede diante delas.&lt;br /&gt;-O que vistes fazer aqui?&lt;br /&gt;-Cumprir com meu dever de médica e ajudar-te a se salvar.&lt;br /&gt;A paciente riu da médica e a encarou. A médica pode perceber que a adolescente possuía os mesmos olhos daquele que lhe causara todos os problemas que vivia fora daquele hospital. Fitava aqueles olhos quando foi surpreendida pela mão da paciente segurando a sua.&lt;br /&gt;-Não consegues salvar-te a ti mesma, como poderia me salvar?&lt;br /&gt;-És jovem, tens uma vida inteira para construir...&lt;br /&gt;-Não sou do tipo que aproveita a vida. Sou diferente de ti que perdes a lucidez na procura de resolver os problemas. Sabes qual a única coisa que temos em comum?&lt;br /&gt;-O que sabes sobre minha vida para falar assim de mim?&lt;br /&gt;-Vocês médicos se acham tão espertos, todos com essa mesma conversa de aproveitar a vida. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;blefe&lt;/span&gt;. Sabes o que temos em comum? Ambas não suportamos mais a vida, atingimos nosso limite, se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;passarmos&lt;/span&gt; dele há apenas o nada. Ao invés de guardarmos nossas vidas para que elas envelheçam, percam a acidez e se tornem valiosas, nós a bebemos. Tu a bebes aos goles, desperdiça algumas gotas com essas drogas que insistes em acreditar que resolverão alguma coisa, eu encho o copo e bebo tudo de uma vez, assim não sinto minha lucidez indo embora a cada gole e não tenho tempo de pressentir a ressaca.&lt;br /&gt;A médica levantou-se, temia o rumo que a conversa tomava e sabia que estava ela tornando-se a paciente. Seus pensamentos foram mais uma vez &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;interrompidos&lt;/span&gt; pela fala da adolescente.&lt;br /&gt;-Quero rosas vermelhas em meu velório.&lt;br /&gt;-Eu não estarei mais aqui em teu velório, já terei morrido por algum problema causado pela minha velhice.&lt;br /&gt;-Rosas vermelhas são sangue, por isso as quero. Já percebestes que rosas mortas e sangue coagulado possuem a mesma tonalidade? Quando vivos, ambos são quentes e exalam um cheiro doce, quando mortos são repugnantes, assim como o vinho quando passa do tempo de ser bebido.&lt;br /&gt;-Estas ignorando o que te digo?&lt;br /&gt;-Sinto tua impaciência de não conseguir tirar-me a arma. - A adolescente colocou-se de pé em frente a médica e a estendeu a arma. - Toma, veja até onde consegues chegar. Quero saber se és capaz de beber o que sobra na garrafa. Quero ver se consegues beber tudo sem cair no chão. Bom que tenhas vindo, não tem graça beber sozinha, não é mesmo?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;Pegou a arma, sentia-se satisfeita em conseguir desempenhar tão bem seu trabalho. Esboçou um sorriso, foi quando sentiu sua paciente a abraçando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;violentamente&lt;/span&gt;. Abraçou-a da mesma forma, sentia a paciente como uma parte perdida de si mesma.&lt;br /&gt;Primeiro ouviu-se o barulho ensurdecedor do silêncio, depois vieram as lágrimas, depois mais nada. Era apenas um corpo, e uma rosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-3560679801875468676?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/3560679801875468676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=3560679801875468676' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3560679801875468676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3560679801875468676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2008/09/vinho-de-rosas.html' title='Vinho de rosas'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-3951818537020126290</id><published>2008-09-19T12:54:00.000-07:00</published><updated>2008-09-19T12:59:41.601-07:00</updated><title type='text'>Vinte de Setembro, O precursor da Liberdade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SNQD0g7XYQI/AAAAAAAAAII/zEIAm4el2ak/s1600-h/1294822519_fe27db1144.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 463px; height: 284px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SNQD0g7XYQI/AAAAAAAAAII/zEIAm4el2ak/s400/1294822519_fe27db1144.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247823666520482050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Logo que passa agosto, o mês mais temido do ano (apesar das sugestões de Caio Fernando Abreu para atravessar ele), chegamos em setembro, mês onde ironicamente comemoramos a Independência do Brasil e a Revolução Farroupilha, o maior marco da história gaúcha mesmo sem ter atingido seus objetivos. Muitos consideram o Tratado de Poncho Verde como o acordo de derrota farroupilha, pois não vencemos a revolução, continuamos pertencentes ao Império e teve fim a República Rio-Grandense. Mas até onde nossa idealizada República Rio-Grandense acabou e até onde perdemos a Revolução?&lt;br /&gt;Não são poucos os costumes que nos diferenciam do resto do país, desde nossa alimentação a base de carne (diferente do resto do país que é invadido por uma febre de vegetarianismo), nosso jeito de falar e sentimentalismo e orgulho exacerbado deste chão. Somos o povo que divide a cuia com estranhos, que canta o hino do estado com emoção, que chora com seu time, seja o Grêmio ou o Internacional, somos o povo que sofre mas não se cala, o povo que luta por liberdade, igualdade e humanidade, somos diferentes e somos tratados diferentes. Somos pertencentes a República Rio-Grandense, mais forte do que nunca!&lt;br /&gt;Não conseguimos nos tornar independentes, não ganhamos, mas também não fomos vencidos. Nos orgulhemos de termos lutado, afirmando assim nosso espírito guerreiro e revolucionário, diferente da maioria dos demais estados que suportaram tudo calados. Graças a Revolução Farroupilha, nasce no peito de cada gaúcho a revolução e o desejo de mudança.&lt;br /&gt;Seja maragato, seja chimango, somos gaúchos, comemoremos então o 20 de setembro, o nosso dia. Lotemos nossos CTGs, aproveitemos a oportunidade e façamos churrasco e carreteiro de charque, ícones de nossa cultura e façamos também um mate e admiremos o nosso céu que é sempre o mais azul. E principalmente,  tenhamos orgulho de nossas façanhas, afinal, em nossas 'veias corre o sangue herói de farrapo'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-3951818537020126290?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/3951818537020126290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=3951818537020126290' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3951818537020126290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3951818537020126290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2008/09/vinte-de-setembro-o-precursor-da.html' title='Vinte de Setembro, O precursor da Liberdade'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SNQD0g7XYQI/AAAAAAAAAII/zEIAm4el2ak/s72-c/1294822519_fe27db1144.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-3107579357065605572</id><published>2008-09-09T12:06:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T12:34:26.950-07:00</updated><title type='text'>A máquina de brincar de Deus</title><content type='html'>Entrará amanhã (dia 10), na fronteira da França com a Suíça o LHC, o Grande Colisor de Hádrons. Superando todos seus antepassados, o LHC promete, entre outros itens, provar a teoria do Big Bang, ou seja, que nascemos mesmo de uma grande explosão.&lt;br /&gt; Até aí tudo bem, seria um grande avanço para a ciência, mas até onde ele realmente nos trará avanços? Não são poucos os físicos e químicos que se colocam contra o funcionamento do LHC, seja pelas alegações de risco de grandes catastrofes, seja por mera inveja da CERN mais uma vez superar qualquer liga de ciêntistas.&lt;br /&gt; São várias as possíveis catástrofes que podem ocorrer quando tal máquina for ligada. Uma delas é que pode surgir um buraco negro, que acabaria por 'engolir' a Terra, também há os que defendem que possa gerar uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;matéria estranha &lt;/span&gt;que converterá o planeta em matéria estranha. Já os químicos acreditam que, assim como o sol foi gerado através da colisão de dois prótons, uma nova colisão entre eles possa gerar um novo sol, que se expandirá rompendo as barreiras criadas pela CERN e atingiria em poucos segundos uma dimensão trilhões de vezes maior que a Terra.&lt;br /&gt; Porém, assim como muitos, creio que a pior catástrofe poderá acontecer se for provado mesmo que nascemos de uma grande explosão, acabando assim com todos os dogmas da Igreja, o que certamente gerará uma Terceira Guerra Mundial. Sabemos o poder bélico que grandes potências mundiais possuem, sendo assim, morreriamos por nossas próprias mãos.&lt;br /&gt; Não tenho um porquê para acreditar nos físicos da CERN (mesmo sabendo que ali estão os melhores do ramo), assim como não tenho um porquê para acreditar que Deus existe e que nos salvará ou se ofenderá, talvez seja pelo fato de eu não ter uma explicação científica para sua existência (irônico, não?), apesar de Eistein quase ter me convencido quando li A Fórmula de Deus, a questão é que não confio que nenhum desses &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deuses &lt;/span&gt;possa nos salvar de nós mesmos.&lt;br /&gt; Enfim, amanhã será mais um dia para 'o fim do mundo', nos resta saber se esse será o último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="font-family: times new roman;"&gt; "As ciências, cada uma puxando para seu próprio lado, nos causaram poucos danos até agora, mas algum dia a junção das peças do conhecimento disperso descortinará visões tão terríveis da realidade e de nossa pavorosa posição dentro dela que só nos restará enlouquecer&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;em&gt;H.P.Lovecraft&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Página oficial: http://lhc.web.cern.ch/lhc/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-3107579357065605572?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/3107579357065605572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=3107579357065605572' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3107579357065605572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3107579357065605572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2008/09/mquina-de-brincar-de-deus.html' title='A máquina de brincar de Deus'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-7893293444647560885</id><published>2008-08-26T05:55:00.000-07:00</published><updated>2008-08-26T05:56:55.407-07:00</updated><title type='text'>Os 4 (ou mais) testículos do homem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;Seres humanos, sexo masculino, pequena parcela na população XY: 2 testículos compostos por ductos seminíferos onde são produzidos os espermatozóides.&lt;br /&gt;Seres humanos, sexo masculino, grande parcela da população XY:  2 testículos compostos por ductos seminíferos onde são produzidos os espermatozóides + dois testículos representados por carros grandes (também casas grandes, armas grandes, qualquer coisa grande para compensar o complexo de pênis pequeno) e mulheres (facilmente substituídas por homens também)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fica a dúvida, qual desses grupos realmente representa os cromossomos XY?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-7893293444647560885?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/7893293444647560885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=7893293444647560885' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/7893293444647560885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/7893293444647560885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2008/08/os-4-ou-mais-testculos-do-homem.html' title='Os 4 (ou mais) testículos do homem'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-1570669190966075331</id><published>2008-08-19T13:26:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T13:29:37.713-07:00</updated><title type='text'>A primeira coluna a gente nunca esquece, assim espero!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SKstGt4fFiI/AAAAAAAAAGQ/8iwWcw4pITo/s1600-h/Coluna.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SKstGt4fFiI/AAAAAAAAAGQ/8iwWcw4pITo/s400/Coluna.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236328585167312418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-1570669190966075331?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/1570669190966075331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=1570669190966075331' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/1570669190966075331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/1570669190966075331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2008/08/primeira-coluna-gente-nunca-esquece.html' title='A primeira coluna a gente nunca esquece, assim espero!'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SKstGt4fFiI/AAAAAAAAAGQ/8iwWcw4pITo/s72-c/Coluna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-320024338700638548</id><published>2008-07-23T11:18:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T11:19:12.798-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>http://recantodasletras.uol.com.br/autores/semanablues&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-320024338700638548?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/320024338700638548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=320024338700638548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/320024338700638548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/320024338700638548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2008/07/httprecantodasletras.html' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-2051551060585043630</id><published>2008-07-22T13:47:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T13:50:12.489-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É melhor morrer de fome por causa da arte, do que morrer de fome  pela arte. E como!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-2051551060585043630?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/2051551060585043630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=2051551060585043630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/2051551060585043630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/2051551060585043630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2008/07/melhor-morrer-de-fome-por-causa-da-arte.html' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-93962582411076852</id><published>2008-06-22T10:41:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T10:05:57.682-07:00</updated><title type='text'>Para se ler em dia de chuva</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;Foi em uma daquelas tardes chuvosas, em que não sabemos se corremos ou esperamos tudo passar, que eles se encontraram. Ela caminhava sem rumo, só sabia que não voltaria mais, tinha apenas um destino para seguir. Ele estava atrasado, e sabia bem para onde queria ir. Ambos esperavam que a chuva passasse, mas não sabiam se teriam paciência para isso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;Ele estava ali, em baixo daquela parada, quando ela chegou, vestindo apenas uma calça jeans e uma camiseta branca segurando uma rosa, completamente molhada. Ela abraçou seu próprio corpo tentando manter uma certa temperatura suportável, mas sentia o vento gelado rasgar sua pele. Ele olhou para o lado e sentiu um calor subito tomar conta de si, ela era linda e cada gota d'água presa em ser corpo cintilava, quase o cegando. Ficou a observando durante um tempo, até que percebeu que ela falava com ele. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-O que foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Nada, nada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;Ele tirou seu casaco e enquanto colocava ele nos ombros dela, perguntou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Qual teu nome?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Eu não tenho um nome, eu nem mesmo existo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Eu posso toca-la, então tu existes. Acredita em amor à primeira vista?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Eu também não acreditava, até te ver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-O amor não existe, ele não passa de uma mentira criada por alguém que queria prender outro alguém. Foi uma mentira tão bem contada que até mesmo os que se diziam tão espertos foram pegos. Mas aqueles que sabem toda a verdade não caem nessa armadilha. Já lestes algum poema de Shakespeare dedicado a sua própria mulher? Não, porque ele nunca escreveu para ela. Ele escreveu para muitas mulheres e homens também, mas ele nunca amou, nenhum deles, ele apenas os desejava, e os tinha, porque usava a velha mentira do amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Falas como se nunca tivesses se apaixonado por ninguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-A paixão é diferente. Aliás, a paixão sim existe, talvez, se ele existir mesmo, o amor é só o que sobra da paixão, é o resto de tudo o que queimou um dia, talvez o amor seja a necessidade e a paixão o querer, o amor contrói o que a paixão destrói. A paixão é como a chuva, somos avisados de que ela virá, mas olhamos para o nosso próprio céu e acreditamos que sabemos exatamente quando ela vai chegar e que podemos controlar sua chegada, mas não podemos. Então somos pegos desprevenidos, olhamos ao nosso redor e vemos alguns cobertos, achamos que eles são mais espertos que nós por carregarem guarda-chuvas, por terem uma proteção contra a paixão, mas se analisarmos bem, eles também estão molhados, porque não há nada que possa nos proteger totalmente da chuva, da paixão. E quando a chuva cai, e ela sempre cai, corremos procurando proteção, mas aí é tarde, já fomos atingidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Então acreditas que podes ser pega por uma paixão assim como pode ser pega pela chuva?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Sim, assim como fomos pegos hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;Ela o abraçou e o beijou. Por instantes eles só ouviram o barulho da chuva, que parecia música, como para qualquer casal apaixonado, tudo parece música. Ela então se afastou e sorriu dizendo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Eu não passarei mais de meia hora perto de ti, mas tu te lembraras para sempre de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Por que fizeste eu me apaixonar por ti se és para não me amar depois?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Porque não quero que me ames, quero ser apenas uma paixão tua, nem que eu seja isso apenas por um dia. Quero que teu desejo por mim arda, que te faça feridas e que te faça sofrer, quero ocupar tua mente noite adentro enquanto rola na cama sem conseguir dormir, quero que eu queime em ti e não apague aos poucos. Quero ser eterna, em ti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;Ela largou então o casaco e a rosa sob ele e correu, ela já estava no meio da rua quando ele gritou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Me deixe saber ao menos teu nome!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Tu não precisarás me chamar nunca, eu serei sempre a ferida mais latente em teu peito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;Foi quando a violência do trânsito selvagem fez mais uma de suas vítimas que ele sentiu o que ela quis dizer. Vendo o vermelho do sangue dela se misturar com o cinza do asfalto que ele percebeu que o que mais sangrava no momento, era seu peito. Ele sabia que daqui algumas horas a morte dela, que agora deixará todos ao redor aterrorizados, seria esquecida, a chuva já levava tudo embora e em pouco tempo, não restariam vestígios dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;Ele caminhou algumas horas até chegar ao seu destino, sua esposa o esperava sentada em frente a casa, ela correu para seus braços e o abraçou como se não o visse a muito tempo. Ele sentiu o perfume dos cabelos de sua mulher, respirou fundo e sussurrou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Eu preciso de ti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;Estendendo a mão com a rosa, lhe entregou dizendo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:verdana;" &gt;-Para o amor da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-93962582411076852?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/93962582411076852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=93962582411076852' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/93962582411076852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/93962582411076852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2008/06/para-se-ler-em-dia-de-chuva.html' title='Para se ler em dia de chuva'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-3902432514069558495</id><published>2008-04-14T12:16:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T12:19:32.040-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O silêncio por aqui é tão grande e incômodo que não consigo ouvir eu mesma.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-3902432514069558495?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/3902432514069558495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=3902432514069558495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3902432514069558495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3902432514069558495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2008/04/o-silncio-por-aqui-to-grande-e-incmodo.html' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-3336565804435101094</id><published>2008-01-05T05:52:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T06:05:20.301-08:00</updated><title type='text'>Liberdade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Lembro-me de quando ela era pequena e suas asas eram do tamanho da palma de sua mão. Ela passava as tardes sozinha no quarto, perdida entre bonecas e sonhos infantis. Se sentia diferente por possuir aqueles outros dois braços estranhos, cobertos por plumas tão brancas quanto a sua pele, mas também sentia-se especial, pois aqueles outros dois braços diferentes faziam dela algo único perante aos seus pais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;  Ela crescia de forma lenta se comparada a rapidez com que suas asas cresciam, mas isso lhe deixava feliz pois assim, pensava ela, suas asas acabariam ficando pequenas para seu quarto, casa, cidade. Pensava ela que assim, seus pais veriam que ela já nascera sabendo voar, apesar de alguns tombos que lhe deixaram cicatrizes que ela carregava com orgulho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;  Suas asas foram crescendo e ocupando aos poucos todos os cantos da casa, chegando ao ponto dela mesma querer arrancar aqueles braços estranhos que não deixavam ela se mover, mas ao mesmo tempo, sabia que tal ato lhe impediria de voar para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;  Recebia a visita frequente de um amigo que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;possuía&lt;/span&gt; asas tão grandes quanto as suas. As visitas daquele amigo a confortavam e enquanto ele estava ali, era como se ela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;voasse&lt;/span&gt; sem sair do lugar. Durante um tempo suas visitas solucionavam o problema da falta de espaço, pois ao lado dele, ela sentia que o mundo era imenso e que um dia ele pegaria sua mão e sairiam juntos pela porta, voando sabe-se lá para onde, só sabia que voaria, dias inteiros. Mas aquelas visitas já não tinham o mesmo efeito, o conforto trazido por ele já era pequeno demais para suas enormes asas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;  O desespero foi tomando conta dela, eu ouvia suas suplicas e via seus olhos pedindo ajuda, mas não podia fazer nada, pois aqueles que a tinham, por medo de perde-la, acabavam a prendendo e perdendo cada vez mais. Ela já não se movia e não tinha força para mais nada, queria sair, mesmo contrariando aqueles que ela tanto amava, mas suas asas já nem passavam pelas portas.Foi em um dia quente que ouvi pela última vez seus gritos, suas asas já não lhe deixavam mais respirar. Aquilo que ela tanto amava por torna-la única, agora estava lhe sufocando de modo agoniante. Tentei ajudar, mas seus pais não queriam lhe deixar voar, pois tinham medo que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;caísse&lt;/span&gt; ou se perdesse ou quisesse esquecer o caminho de casa. Quando ela deu o último suspiro eles abriram portas e janelas em desespero, mas já era tarde, aquelas asas jamais voariam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"O ser que é ser transforma tudo em flores&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e para ironizar as próprias dores&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;canta por entre as águas do dilúvio"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cruz e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Sousa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-3336565804435101094?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/3336565804435101094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=3336565804435101094' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3336565804435101094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/3336565804435101094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2008/01/liberdade.html' title='Liberdade'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-1804706500395590610</id><published>2007-10-23T09:45:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T01:58:41.753-08:00</updated><title type='text'>Vazio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/Rx4pkOT7bGI/AAAAAAAAADM/mnPewrehsJo/s1600-h/casa+vazia.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/Rx4pkOT7bGI/AAAAAAAAADM/mnPewrehsJo/s200/casa+vazia.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124579128287915106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez ela chega, sóbria e descontente, larga as chaves no mesmo móvel com marcas de copo de tempos felizes. Percorre aquele corredor branco e agora sujo, abre a geladeira da mesma forma de sempre, pega mais uma daquelas pizzas sem gosto enquanto abre outra garrafa de Rum. Volta para a sala, chuta os sapatos deixados pelo caminho, espera a pizza ficar pronta, bebe, fuma e chora em um ritual de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;martírio&lt;/span&gt; e saudação &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;àqueles&lt;/span&gt; tempos em que, aquelas paredes frias, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sofás&lt;/span&gt;, tapetes e mesas eram impregnados de cheiros, gemidos, amor e luxúria.&lt;br /&gt;As recordações são interrompidas mais uma vez pelo cheiro de pizza queimada... já nem se lembrava mais qual era o gosto de qualquer outro alimento, a não ser o de pizza queimada... o gosto de Rum, pizza e lágrima se misturavam, assim como a fumaça do forno e do cigarro.&lt;br /&gt;Os olhos se fixavam naquele telefone vermelho que há tempos estava mudo. Esperava que talvez ele tocasse como antigamente, assim como esperava ouvir o barulho da chave na porta, apesar desse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ruído&lt;/span&gt; não ser ouvido a dias, meses, talvez anos.&lt;br /&gt;Já não tinha mais controle do tempo nem conhecimento de dias, já havia perdido as contas de quantas vezes foi ao escritório em pleno domingo. A ida até lá já era algo mecânico, talvez uma fuga daquelas paredes. Pensara inúmeras vezes em se mudar, mas a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;idéia&lt;/span&gt; de mover qualquer coisa lhe &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;perturbava&lt;/span&gt; e desesperava pois, talvez, ele não reconheceria, ou se perdesse, ou não voltasse.&lt;br /&gt;Pensava pela primeira vez em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;adotar&lt;/span&gt; algum animal que pudesse ocupar aquele vazio entre paredes e coisas, talvez um gato, um cachorro, um pássaro, um macaco, um humano...&lt;br /&gt;Quando a rua não emitia mais a poluição auditiva de todos os dias e o silêncio tornou-se ensurdecedor a ponto de não deixa-la pensar, resolveu tocar naqueles CD's, agora empoeirados. Talvez Beatles, talvez Bach, talvez &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Metallica&lt;/span&gt;... Não importava, poderia ouvir o som ou a voz de milhares de ídolos, mas nada seria parecido com o que desejava ouvir, nenhuma voz pareceria a voz dele... Negava para si mesma que escolheria algo em especial, mas acabou ouvindo aquele que a fazia recordar. Perdeu-se em pensamentos...Quando se deu conta, estava sozinha no chão entre almofadas, garrafas e cigarros sem conseguir sair dali.&lt;br /&gt;Adormeceu em um sono profundo e sem sonhos, acordou em um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;de repente&lt;/span&gt; com o som estridente do telefone... Seu apartamento alugado seria vendido, e com ele todas as lembranças. O choro compulsivo veio, junto com ele a proximidade com aqueles comprimidos para dormir que a tempos usava e aquelas garrafas e pós e cigarros e pedras deixadas por ele. Sentia o líquido quente vazar por todos seus poros. O sono vinha lento e doce acariciando seus cabelos, rendia-se a ele devagar e, instantes antes de entregar-se por completa, ouviu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ruídos&lt;/span&gt; que lhe pareciam familiar, eram chaves na porta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-1804706500395590610?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/1804706500395590610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=1804706500395590610' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/1804706500395590610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/1804706500395590610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2007/10/vazio.html' title='Vazio'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/Rx4pkOT7bGI/AAAAAAAAADM/mnPewrehsJo/s72-c/casa+vazia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-1101456185013738863</id><published>2007-09-06T10:36:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T01:58:41.928-08:00</updated><title type='text'>Aos gatos verdes da minha infância</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/RuBLbTeRkUI/AAAAAAAAAC8/EMMeSsOAJ08/s1600-h/33511.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/RuBLbTeRkUI/AAAAAAAAAC8/EMMeSsOAJ08/s320/33511.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107164909893947714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="FSGcaller1"&gt;&lt;span class="FSG_texto"&gt;    Eu não escrevo bem; ou seria correto? Não é modéstia, é realidade! Discordei de todos os amigos, amores e professores que falaram isso. Não é aquela questão de escrever 'bem' ou 'mal', é aquela questão de escrever diferente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;Quando eu estava na segunda série, uma professora lançou um desafio para a minha turma: escrever livros! Obviamente metade da turma não aceitou&lt;span onmouseover="javascript:window.frames.FSG_sugestoesIFrame.__FSGCALLER1Check.sHL(this,'eL_7',false,'sintatico#;$8#;$1#;$2#|$[esperados que aprendessem]#;$2#|$[esperado que aprendesse]#;&lt;font class=" fsg_errosintatico=""&gt;&lt;/span&gt;. Mas aquilo me gerou uma inquietude e comecei a 'fabricar' uma série de livros sobre uma garota de cabelos rubros e seu gato verde, obviamente fui criticada! Me diziam que não existiam gatos verdes, mas para mim existiam e era isso que me importava! Todos os livros (ilustrados) foram entregues no fim do ano para a professora, que me disse que, bastava eu acreditar para uma coisa existir e escreve-la para que passasse a existir para os outros.&lt;br /&gt;E é assim que escrevo. Basta que para mim exista! Escrever, para mim, é uma fuga para o Meu Mundo. Basta que eu acredite, mesmo que para os outros pareça infantil, não quero que gostem do que, como ou sobre o que escrevo.&lt;br /&gt;Não sei até quando vou levar o conselho da minha atual professora adiante (esse maldito blog). Admito, sou egoísta e ciumenta nesse sentido, queria ter o que escrevo só para mim! Ah, sobre o que escreverei aqui? Ainda não sei, talvez sobre sonhos, talvez sobre paixões, talvez sobre batatas, talvez sobre pessoas... São muitas coisas esperando para serem escritas. Só sei que, sobre a existência de gatos verdes eu não escreverei.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;(Obs.: A imagem é Gato Verde, de C. Santiago)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muita gente diz que estou caminhando para o vazio,  que estou escrevendo cada vez mais sobre o nada. Quem dera! (...) Fico constrangido porque não consigo ter uma visão &lt;/span&gt;objetiva&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  do que escrevo. Eu não consigo ver fora de mim"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-1101456185013738863?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/1101456185013738863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=1101456185013738863' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/1101456185013738863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/1101456185013738863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2007/09/aos-gatos-verdes-da-minha-infncia.html' title='Aos gatos verdes da minha infância'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/RuBLbTeRkUI/AAAAAAAAAC8/EMMeSsOAJ08/s72-c/33511.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8832067242814749311.post-2957959984951920811</id><published>2007-09-05T11:57:00.000-07:00</published><updated>2007-09-05T12:01:00.255-07:00</updated><title type='text'>Sem Ana, Blues</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;'Quando Ana me deixou - essa frase ficou na minha cabeça, de dois jeitos - e depois que Ana me deixou. Sei que não é exatamente uma frase, só um começo de frase, mas foi o que ficou na minha cabeça. Eu pensava assim: quando Ana me deixou - e essa não-continuação era a única espécie de não continuação que vinha. Entre aquele quando e aquele depois, não havia nada mais na minha cabeça nem na minha vida além do espaço em branco deixado pela ausência de Ana, embora eu pudesse preenchê-lo - esse espaço branco sem Ana - de muitas formas, tantas quantas quisesse, com palavras ou ações. Ou não-palavras e não-ações, porque o silêncio e a imobilidade foram dois dos jeitos menos dolorosos que encontrei, naquele tempo, para ocupar meus dias, meu apartamento, minha cama, meus passeios, meus jantares, meus pensamentos, minhas trepadas e todas essas outras coisas que formam uma vida com ou sem alguém como Ana dentro dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando Ana me deixou, eu fiquei muito tempo parado na sala do apartamento, cerca de oito horas da noite, com o bilhete dela nas mãos. No horário de verão, pela janela aberta da sala, à luz das oito horas da noite podiam-se ainda ver uns restos dourados e vermelho deixados pelo sol atrás dos edifícios, nos lados de Pinheiros. Eu fiquei muito tempo parado no meio da sala do apartamento, o último bilhete de Ana nas mãos, olhando pela janela os dourados e o vermelho do céu. E lembro que pensei agora o telefone vai tocar, e o telefone não tocou, e depois de algum tempo em que o telefone não tocou, e podia ser Lucinha da agência ou Paulo do cineclube ou Nelson de Paris ou minha mãe do Sul, convidando para jantar, para cheirar pó, para ver Nastassia Kinski nua, pergunrando que tempo fazia ou qualquer coisa assim, então pensei agora a campainha vai tocar. Podia ser o porteiro entregando alguma dessas criancinhas meio monstros de edifício, que adoram apertar as campainhas alheias, depois sair correndo. Ou simples engano, podia ser. Mas a campainha também não tocou, e eu continuei por muito tempo sem salvação parado ali no centro da sala que começava a ficar azulada pela noite, feito o interior de um aquário, o bilhete de Ana nas mãos, sem fazer absolutamente nada além de respirar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois que Ana me deixou - não naquele momento exato em que estou ali parado, porque aquele momento exato é o momento-quando, não o momento-depois, e no momento-quando não acontece nada dentro dele, somente a ausência da Ana, igual a uma bolha de sabão redonda, luminosa, suspensa no ar, bem no centro da sala do apartamento, e dentro dessa bolha é que estou parado também, suspenso também, mas não luminoso, ao contrário, opaco, fosco, sem brilho e ainda vestido com um dos ternos que uso para trabalhar, apenas o nó da gravata levemente afrouxado, porque é começo de verão e o suor que escorre pelo meu corpo começa a molhar as mãos e a dissolver a tinta das letras no bilhete de Ana - depois que Ana me deixou, como ia dizendo, dei para beber, como é de praxe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De todos aqueles dias seguintes, só guardei três gostos na boca - de vodca, de lágrima e de café. O de vodca, sem água nem limão ou suco de laranja, vodca pura, transparente, meio viscosa, durante as noites em que chegava em casa e, sem Ana, sentava no sofá para beber no último copo de cristal que sobrara de uma briga. O gosto de lágrimas chegava nas madrugadas, quando conseguia me arrastar da sala para o quarto e me jogava na cama grande, sem Ana, cujos lençóis não troquei durante muito tempo porque ainda guardavam o cheiro dela, e então me batia e gemia arranhando as paredes com as unhas, abraçava os travesseiros como se fossem o corpo dela, e chorava e chorava e chorava até dormir sonos de pedra sem sonhos. O gosto de café sem açúcar acompanhava manhãs de ressaca e tardes na agência, entre textos de publicidade e sustos a cada vez que o telefone tocava. Porque no meio dos restos dos gostos de vodca, lágrima e café, entre as pontadas na cabeça, o nojo da boca do estômago e os olhos inchados, principalmente às sextas-feiras, pouco antes de desabarem sobre mim aqueles sábados e domingos nunca mais com Ana, vinha a certeza de que, de repente, bem normal, alguém diria telefone-para-você e do outro lado da linha aquela voz conhecida diria sinto-falta-quero-voltar. Isso nunca aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que começou a acontecer, no meio daquele ciclo do gosto de vodca, lágrima e café, foi mesmo o gosto de vômito na minha boca. Porque no meio daquele momento entre a vodca e a lágrima, em que me arrastava da sala para o quarto, acontecia às vezes de o pequeno corredor do apartamento parecer enorme como o de um transatlântico em plena tempestade. Entre a sala e o quarto, em plena tempestade, oscilando no interior do transatlântico, eu não conseguia evitar de parar à porta do banheiro, no pequeno corredor que parecia enorme. Eu me ajoelhava com cuidado no chão, me abraçava na privada de louça amarela com muito cuidado, com tanto cuidado como se abraçasse o corpo ainda presente de Ana, guardava prudente no bolso os óculos redondos de armação vermelhinha, enfiava devagar a ponta do dedo indicador cada vez mais fundo na garganta, até que quase toda a vodca, junto com uns restos de sanduíches que comera durante o dia, porque não conseguia engolir quase mais nada, naqueles dias, e o gosto dos muitos cigarros se derramassem misturados pela boca dentro do vaso de louça amarela que não era o corpo de Ana. Vomitava e vomitava de madrugada, abandonado no meio do deserto como um santo que Deus largou em plena penitência - e só sabia perguntar por que, por que, por que, meu Deus, me abandonaste? Nunca ouvi a resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um pouco depois desses dias que não consigo recordar direito - nem como foram, nem quantos foram, porque deles só ficou aquele gosto de vômito, misturados, no final daquela fase, ao gosto das pizzas, que costumava perdir por telefone, principalmente nos fins-de-semana, e que amanheciam abandonadas na mesa da sala aos sábados, domingos e segundas, entre cinzeiros cheios e guardanapos onde eu não conseguia decifrar as frases que escrevera na noite anterior, e provavelmente diziam banalidades, como volta-para-mim-Ana ou eu-não-consigo-viver-sem-você, palavras meio derretidas pelas manchas do vinho, pela gordura das pizzas -, depois daqueles dias começou o tempo em que eu queria matar Ana dentro de tudo aquilo que era eu, e que incluía aquela cama, aquele quarto, aquela sala, aquela mesa, aquele apartamento, aquela vida que tinha se tornado a minha depois que Ana me deixou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mandei para a lavanderia os lençóis verde-clarinhos que ainda guardavam o cheiro de Ana - e seria cruel demais para mim lembrar agora que cheiro era esse, aquele, bem na curva onde o pescoço se transforma em ombro, um lugar onde o cheiro de nenhuma pessoa é igual ao cheiro de outra pessoa -, mudei os móveis de lugar, comprei um Kutka e um Gregório, um forno microondas, fitas de vídeo, duas dúzias de copos de cristal, e comecei a trazer outras mulheres para casa. Mulheres que não eram Ana, mulheres que jamais poderiam ser Ana, mulheres que não tinham nem teriam nada a ver com Ana. Se Ana tinha os seios pequenos e duros, eu as escolhia pelos seios grandes e moles, se Ana tinha os cabelos quase louros, eu as trazia de cabelos pretos, se Ana tivesse a voz rouca eu a selecionava pelas vozes estridentes que gemiam coisas vulgares quando estávamos trepando, bem diversas das que Ana dizia ou não dizia, ela nunca dizia nada além de amor-amor ou meu-menino-querido, passando dos dedos da mão direita na minha nuca e os dedos da mão esquerda pelas minhas costas. Vieram Gina, a das calcinhas pretas, e Lilian, a dos olhos verdes frios, e Beth, das coxas grossas e pés gelados, e Marilene, que fumava demais e tinha um filho, e Mariko, a nissei que queria ser loura, e também Marta, Luiza, Creuza, Júlia, Débora, Vivian, Paula, Teresa, Luciana, Solange, Maristela, Adriana, Vera, Silvia, Neusa, Denise, Karina, Cristina, Marcia, Nadir, Aline e mais de 15 Marias, e uma por uma das garotas ousadas da Rua Augusta, com suas botinhas brancas e minissaia de couro, e destas moças que anunciam especialidades nos jornais. Eu acho que já vim aqui uma vez, alguma dizia, e eu falava não lembro, pode ser, esperando que tirasse a roupa enquanto eu bebia um pouco mais para depois tentar entrar nela, mas meu pau quase nunca obedecia, então eu afundava a cabeça nos seus peitos e choramingava babando sabe, depois que Ana me deixou eu nunca mais, e mesmo quando meu pau finalmente endurecia, depois que eu conseguia gozar seco ardido dentro dela, me enxugar com alguma toalha e expulsá-la com um cheque cinco estrelas, sem cruzar ¿ então eu me jogava de bruços na cama e pedia perdão à Ana por traí-la assim, com aquelas vagabundas. Trair Ana, que me abandonara, doía mais que ela ter me abandonado, sem se importar que eu naufragasse toda noite no enorme corredor de transatlântico daquele apartamento em plena tempestade, sem salva-vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois que Ana me deixou, muitos meses depois, veio o ciclo das anunciações, do I Ching, dos búzios, cartas de Tarot, pêndulos, vidências, números e axés ¿ ela volta, garantiam, mas ela não voltava - e veio então o ciclo das terapias de grupo, dos psicodramas, dos sonhos junguianos, workshops transacionais, e veio ainda o ciclo da humildade, com promessas à Santo Antônio, velas de sete dias, novenas de Santa Rita, donativos para as pobres criancinhas e velhinhos desamparados, e veio depois o ciclo do novo corte de cabelos, da outra armação para os óculos, guarda-roupa mais jovem, Zoomp, Mister Wonderful, musculação, alongamento, yoga, natação, tai-chi, halteres, cooper, e fui ficando tão bonito e renovado e superado e liberado e esquecido dos tempos em que Ana ainda não tinha me deixado que permiti, então, que viesse também o ciclo dos fins de semana em Búzios, Guarajá ou Monte Verde e de repente quem sabe Carla, mulher de Vicente, tão compreensiva e madura, inesperadamente, Mariana, irmã de Vicente, transponível e natural em seu fio dental metálico, por que não, afinal, o próprio Vicente, tão solícito na maneira como colocava pedras de gelo no meu escocês ou batia outra generosa carreira sobre a pedra de ágata, encostando levemente sua musculosa coxa queimada de sol e o windsurf na minha musculosa coxa também queimada de sol e windsurf. Passou-se tanto tempo depois que Ana me deixou, e eu sobrevivi, que o mundo foi se tornando ao poucos um enorme leque escancarado de mil possibilidades além de Ana. Ah esse mundo de agora, assim tão cheio de mulheres e homens lindos e sedutores interessantes e interessados em mim, que aprendi o jeito de também ser lindo, depois de todos os exercícios para esquecer Ana, e também posso ser sedutor com aquele charme todo especial de homem-quase-maduro-que-já-foi-marcado-por-um-grande-amor-perdido, embora tenha a delicadeza de jamais tocar no assunto. Porque nunca contei à ninguém de Ana. Nunca ninguém soube de Ana em minha vida. Nunca dividi Ana com ninguém. Nunca ninguém jamais soube de tudo isso ou aquilo que aconteceu quando e depois que Ana me deixou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por todas essas coisas, talvez, é que nestas noites de hoje, tanto tempo depois, quando chego do trabalho por volta das oito horas da noite e, no horário de verão, pela janela da sala do apartamento ainda é possível ver restos de dourados e vermelhos por trás dos edifícios de Pinheiros, enquanto recolho os inúmeros recados, convites e propostas da secretária eletrônica, sempre tenho a estranha sensação, embora tudo tenha mudado e eu esteja muito bem agora, de que este dia ainda continua o mesmo, como um relógio enguiçado preso no mesmo momento - aquele. Como se quando Ana me deixou não houvesse depois, e eu permanecesse até hoje aqui parado no meio da sala do apartamento que era o nosso, com o último bilhete dela nas mãos. A gravata levemente afrouxada no pescoço, fazia e faz tanto calor que sinto o suor escorrer pelo corpo todo, descer pelo peito, pelos braços, até chegar aos pulsos e escorregar pela palma das mãos que seguram o último bilhete de Ana, dissolvendo a tinta das letras com que ela compôs palavras que se apagam aos poucos, lavadas pelo suor, mas que não consigo esquecer, por mais que o tempo passe e eu, de qualquer jeito e sem Ana, vá em frente. Palavras que dizem coisas duras, secas, simples, arrevogáveis. Que Ana me deixou, que não vai voltar nunca, que é inútil tentar encontrá-la, e finalmente, por mais que eu me debata, que isso é para sempre. Para sempre então, agora, me sinto uma bolha opaca de sabão, suspensa ali no centro da sala do apartamento, à espera de que entre um vento súbito pela janela aberta para levá-la dali, essa bolha estúpida, ou que alguém espete nela um alfinete, para que de repente estoure nesse ar azulado que mais parece o interior de um aquário, e desapareça sem deixar marcas.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;É com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caio Fernando Abreu&lt;/span&gt; que começo meu blog.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8832067242814749311-2957959984951920811?l=semanablues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semanablues.blogspot.com/feeds/2957959984951920811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8832067242814749311&amp;postID=2957959984951920811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/2957959984951920811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8832067242814749311/posts/default/2957959984951920811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semanablues.blogspot.com/2007/09/sem-ana-blues.html' title='Sem Ana, Blues'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07326259686010543842</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRS3_kZLWBU/SUrvIPM6g5I/AAAAAAAAAMo/Eoj2jR5K4JA/S220/99.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
